Não é porque é feito na web que tem que ser feito de qualquer jeito.

10/07/2017

#EuNaFicção: Minha Representação da Ficção

09:30 Por

Olá  maníacos.  
Hoje venho com um post que juntou toda a equipe Manias, ou pelo menos metade, já  que alguns não  poderão participar por motivos pessoais. Enfim, vocês  já sentiram uma forte ligação  com os personagens,  de tal forma,  que imagina que eles na verdade são  vocês? Ou existe algum que te inspira ou te representa como pessoa?  Ou melhor ainda, há  algum que você  gostaria de se inspirar? Foi pensando nisso, que decidimos trazer as nossas  fontes de inspirações, anseios e representações  saindo direto das páginas dos livros para a vida real.
Estão  preparados?  Então  venham se aventurar em nossas mentes, envolvidos com nossos personagens que representa nossos traumas , tristezas e angústias (piadinha interna dos professores do cursinho).

(Sarita)
Sabem aquela pessoa que é super organizada com as series? Que tem uma planilha excel para se organizar e uma cópia da mesma em papel e ainda conta num site que avisa assim que sai um episodio da sua serie? Essa sou eu.Séries, livros e filmes são as únicas coisas em que eu me organizo e são as coisas que mais amo. Por isso escolher apenas 1 personagem de cada foi bastante difícil, mas escolhi personagens femininas que acho um modelo de inspiração para mim e para todos.
Começamos por Verônica Mars da série com o mesmo nome. Verônica é uma rapariga que vive apenas com o pai e tem uma mãe problemática (tal como eu). Ela vive atormentada com a morte da sua melhor amiga e têm dificuldades em afastar-se das memórias do passado e confiar em pessoas, devido a ter sido extremamente magoada e ter sido violada. E mais uma vez, tal como eu, ela sempre tenta ultrapassar os seus problemas focando-se nos problemas dos outros. Ambas somos sarcásticas, resmungonas e até mesmo orgulhosas e sempre queremos saber a verdade, apesar do quão dolorosa ela possa ser. Ela eventualmente conseguiu ultrapassar o passado  e encontrar alguém que a verdadeiramente compreenda, tal como eu.

Depois temos Arya Stark dos livros Game of Thrones. Ela é o que em Portugal chamamos uma “Maria-Rapaz” ou seja uma moça que se veste como um rapaz e age como um. De facto ela prefere brincar com os seus irmãos do que estar a costurar com a sua irmã mais velha, algo que me identifico pois sempre preferi atividades consideradas masculinas mas para minha sorte tive uma
irmã que me apoiava e era como eu. Arya passou por momentos difíceis, sempre a obrigaram a ser outra pessoa totalmente diferente, mas ela lutou e começou a ter aulas de algo que ela adorava: Esgrima. Arya sempre foi muito madura para a sua idade, não se importando com coisas fúteis da sociedade do rei, mas sim em seguir com afinco as suas lições de esgrima e sonhar com o dia que se reencontraria com a sua loba. Além disso ela sempre considerou o seu irmão Jon como um verdadeiro irmão, mesmo ele sendo bastardo, ao contrario da sua irmã mais velha. Tal como eu ela é orgulhosa, teimosa, impulsiva (começo a detetar um padrão) e é bastante rancorosa.
 
E por fim temos a famosa Hermione Granger da Saga de livros Harry Potter, e eu digo-vos uma coisa: Se a atriz Emma Watson já é motivo de orgulho para todas nós mulheres que queremos igualdade, a Hermione não fica atrás. Hermione, mesmo com os seus defeitos todos, como pensar que está sempre certa e sempre querer seguir as regras (no inicio) tornou-se uma das feiticeiras mais fortes da sociedade bruxa, conseguido feitos inigualáveis com uma idade bastante precoce. Hermione é super apaixonada por livros, tal como eu e sempre conseguiu tirar proveito da
informação contida neles. Além disso ela sempre defendeu os mais fracos, como os elfos domésticos e lutou arduamente pela liberdade deles, ou seja, é apaixonada por várias causas boas. Além disso ela ainda sofria descriminação pelos seus pais não serem bruxos e ela via isso como orgulho, e era muito mais inteligente do que os seus amigos filhos de bruxos. Ela não é daquelas pessoas que desiste, ela insiste e insiste até estar feito e ignora os outros que a podem levar ao insucesso. Eu e ela podemos compartilhar apenas o amor pelos livros e a luta contra as injustiças mas ela é o meu modelo a seguir.

(
Tia Carol)
Eu sou o tipo de pessoa que se apega muito aos personagens, então já dá pra perceber que eu sou completamente apaixonada por eles não é? E é exatamente por esse motivo que eu me identifico com vários e foi muito difícil pensar em somente três, porque eu sempre acabo me colocando no lugar deles e isso torna tudo mais íntimo, sabe? Eu choro junto, fico triste, feliz, enfim, eu sou aquela que sente tudo como se fosse eu na situação. Pra começar eu pensei “que mensagem eu quero passar com esses três personagens?” e aí me lembrei de que a maioria dos meus personagens favoritos são mulheres fortes e independentes, então por que não escolher as três que mais me representam?

Começando por America Singer da série de livros A Seleção, que muitos já devem conhecer. Eu me apaixonei pela America desde o início, ela assim como eu coloca sua família e amigos acima de tudo e se sacrifica por eles, abandonando até o namorado para entrar em uma seleção. Nós duas somos teimosas e orgulhosas e ao mesmo tempo que eu fui melhorando esse meu defeito ela também evoluiu no livro, ela começou a dar o braço a torcer quando finalmente decidiu que estava apaixonada pelo príncipe, no meu caso eu não tive príncipe, mas tudo bem. 

Bonnie Bennet, da série The Vampire Diaries. Eu não poderia deixar de citar alguém da minha série favorita que já me fez chorar muito, Bonnie inclusive foi bem culpada. Me identifiquei com a Bonnie a partir do momento que eu percebi que dentre o grupo de amigas ela era a mais tímida e reservada, que ao mesmo tempo era muito madura e quando eu vi isso eu me enxerguei nela
porque eu sou assim até hoje. A Bonnie era a que não tinha namorado, não ligava muito pra festas e pra muitos era a “sonsa”, ou seja, eu em uma personagem. Ao decorrer da série que eu fui vendo ela crescendo e evoluindo eu senti necessidade de crescer e evoluir também, tomei tombos? Tomei, assim como ela, mas eu me permiti tomar porque eu aprendi que é necessário tomar tombos da vida e a Bonnie foi essencial pra me mostrar isso, eu sempre fui apaixonada por ela e sempre sofri mais com ela porque eu me via muito nela e no final ela acabou me inspirando. 

Essa última pode se enquadrar em personagem de livro também, mas como acabou de lançar o seu filme eu não resisti, é a Bela de A Bela e a Fera, a minha princesa favorita da Disney. Eu sempre fui completamente apaixonada pela Bela, quando eu era criança eu queria ser ela, aliás, foi um dos motivos que me incentivou a ler. Eu não me interessava por livros até os meus 9 anos e
quando eu vi que a minha princesa favorita amava ler eu quis fazer igual e acabei me encantando nesse universo, hoje não vivo sem um livro. Eu amo a relação que a Bela tem com o seu pai porque é quase idêntica a que eu tenho com o meu, eu sou muito ligada a ele e essa com certeza é a nossa maior semelhança além dos livros, eu sempre choro nas cenas dela com o pai. Eu sou encantada com os objetivos da Bela, pelo o que ela luta, que é triste pensar que ainda são os mesmos objetivos pelo qual as mulheres ainda lutam, no século XXI. Eu amei como foi abordado no filme, com um toque mais dos dias de hoje. Enfim, essas são as minhas três mulheres, que são bem parecidas e por isso eu as amo e me identifico.

(
Tia Ay)

Passei horas pensando  em quem me representaria neste mundo de fantasia, onde nada é  realmente  verdade, mas tudo parece real. São  tantos detalhes, coisinhas pequenas, mas que faz me lembrar de mim mesmo. As vezes, me pergunto se não são  eles as pessoas reais e eu sou apenas alguém  em universo alternativo. Enfim, depois de tanto pensar, me lembrei da Alexis  Castle, da série  Castle.

Quando conheci Alexis ela tinha 16 anos e eu 18, e então quando percebi ela estava com 24 anos, e eu continuei com 18 anos. Aos 16 anos, ela me lembrava eu quando tinha 14, sonhando com o primeiro príncipe encantado, com o primeiro amor, com a felicidade, com um mundo todo maravilhoso, a unica diferença  é  que o carinha dela era um príncipe e o meu apenas um sapo. Alexis aprendeu com seus erros, ela amadureceu, evoluiu, mudou de planos mil vezes, mas ela continuava sonhando. Por mais que as coisas esteja complicadas, que nada parece ter uma saída, eu continuo sonhando, acreditando que as coisas vai mudar. Alexis é alguém que quero ser quando crescer, meiga, simpática, que luta pelo o que deseja e que é feliz e amada.

Depois, vem Bianca, a garota "feia", "gorda" e nerd do filme D.U.F.F. Caso vocês saibam, essa sigla significa  "designated ugly fat friend", traduzindo para o português fica:  amiga designada para ser feia e gorda. Pois é, quem vocês acha que me identifico? Se falou Bianca, você acertou. Lembro que quando assisti esse filme pensei que ele foi criado para mim,
haviam tirado a minha história e jogado ali na tela. A amiga mais feia, a gorda entre as amigas, a nerd, bem, todos os dados batiam, e percebi que mesmo sem querer, me tornei a DUFF. Mas aprendi a me amar, mesmo gorda, mesmo sendo "feia", mesmo não sendo a mais querida, aprendi que era o que era, o que podia fazer era me amar e melhorar o que dava, mas essa seria eu, querendo ou não.

E por  fim, depois de muito pensar, decidi pela Priscila, de Minha Vida Fora De Série. Ela representa quem queria ser, os meus erros e os meus acertos. Priscila é animada, faladeira, tem vontade de fazer as coisas e ela  faz, ao contrário de mim, que mesmo tendo os mesmos adjetivos que Pri, acabo me retraindo e tendo medo. Ela errou feio, eu também ao pensar que o mundo era um conto de fadas. Ela ama sua família, amigos e namorado. Eu também minha família, meus amigos e meu namorado invisível. Ela tem uma relação ótima com o irmão e com a mãe (a minha tá quase no mesmo nível ) e ama ajudar as pessoas, animais ou qualquer coisa que precisa de sua ajuda.


Enfim, acho que é isso. Espero que vocês tenham gostado. Comentem, falem com quem vocês se identificam, estou louca para saber.

Beijocas,
Tia Aylla.

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