Não é porque é feito na web que tem que ser feito de qualquer jeito.

03/07/2017

Resenha: A culpa é das estrelas


Sei que o amor é um grito no vazio, e que o esquecimento é inevitável, e eu te amo.


 Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

Hazel Grace estava prestes a completar dezessete anos, uma data que traria felicidade para muitos jovens, era o começo de uma vida adulta, porém para ela isso apenas significava uma coisa; ela estava viva, mas até quando?
Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros... Há dias, muitos deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado. Eu queria mais números do que provavelmente vou ter.


Essa é uma pergunta que todos os seres vivos ao menos uma vez na vida se faz, porém para Hazel era como um mantra, até quando ela estaria viva? A menina foi diagnosticada ainda quando pequena com câncer de tireoide, o que acabou afetando também os seus pulmões, e por essa razão ela sempre tinha que andar com um cilindro verde de oxigênio para todo lugar.


Segundo sua mãe Hazel estava se tornando depressiva por causa do câncer, mas não era verdade, ela estava depressiva porque sabia que iria morrer. Sua mãe é uma mulher incrível, porém ela acaba às vezes vivendo tanto a vida de Hazel, que esquece que ela também é mulher e esposa.

“Só tem uma coisa pior nesse mundo do que bater as botas aos dezesseis anos por causa do câncer; ter um filho que bate as botas por causa de um câncer (pág.15)”

Sua mãe resolve mandar sua filha depressiva para um grupo de apoio que tem na igreja, que é coordenado pelo Patrick. O grupo era muito deprimente, assim como as pessoas que participavam dela, porém naquele dia em que Hazel depois de muito tempo sem ir ao grupo resolve voltar, ela não encontra apenas um grupo de apoio, ela o encontrará.

“— Eu tenho medo de ser esquecido — disse ele de bate - pronto. — Tenho medo disso como um cego tem medo de escuro (pág.18)”

Augustus Waters é o tipo de garoto que não existem adjetivos o suficiente para falar dele, é gato, engraçado e tem um sorriso lindo. Ele tem um sorriso meio irônico e cafajeste, mas é apenas mais um charme dele. Gus como é chamado por seus pais, é melhor amigo do Isaac um garoto que tem um câncer não muito comum, ele teve câncer nos olhos e por essa razão teria que tirar seu único olho, já que quando ainda era pequeno teve que operar um olho. Gus também teve câncer, e assim como seu amigo Isaac ele também teve que se desfazer de uma parte de seu corpo.

Gus e Hazel se aproximam e logo eles se veem apaixonados, pelo melhor livro de câncer que existe; Uma aflição imperial, escrita pelo autor Peter Van Houten. Gus conhece o livro por causa da Hazel, e logo eles vão começar uma busca para descobrir o fim daquele livro, porque o livro teve um ponto final, mas às vezes nem sempre um ponto final é um fim, talvez fosse apenas o começo de um novo parágrafo.

“Você coloca a coisa que mata entre os dentes, mas não dá a ela o poder de completar o serviço (pág.26)”

Nas minhas férias de junho fui para casa do meu pai e consegui ir ao cinema, o que me proporcionou a melhor hora que poderia assistindo o filme A culpa é das estrelas. Eu preferi assistir antes de ler, para que minha opinião sobre o filme não fosse influenciada.

Agora depois de uns dias, enfim consegui poder ler o livro e depois de algumas pequenas horas de leitura eu finalizava a leitura. 
Uma das primeiras coisas que pedem a você na emergência, é que você dê uma nota de 1 a 10 pra sua dor. Me perguntaram isso centenas de vezes, e eu me lembro de uma vez que eu não estava conseguindo respirar, parecia que meu peito estava pegando fogo. Eles me pediram pra eu dar uma nota, embora eu não conseguisse falar, levantei nove dedos. Depois, quando comecei a me sentir melhor, a enfermeira voltou e me chamou de guerreira. Sabe como eu sei? Ela disse: Você chamou um dez de nove. Mas não é verdade, eu não chamei de nove porque era corajosa, eu chamei de nove porque… Estava guardando o meu dez, então, ele veio. O grande e terrível dez
Devo dizer que por já ter assistido o filme nada me surpreendeu no livro, mas isso não tirou toda a magia do livro. A escrita do autor é muito boa, é leve e te faz ficar encantada. Os sentimentos, as emoções, tudo fez com que eu gostasse mais ainda do livro, os detalhes faz as coisas parecerem mais reais e por mais que muitos venham a considerar essa historia meio clichê ou modinha, está enganado. Não é clichê mostrar a realidade vivida, não é modinha porque faz sucesso, se fez sucesso é porque tem conteúdo e isso esse livro tem.

O que mais? Ela é tão linda! Não me canso de olhar para ela. Não me preocupo se ela é mais inteligente que eu: sei que é. É engraçada sem nunca ser má. Eu a amo. Sou muito sortudo por amá-la, Van Houten. Não dá para escolher se você vai ou não vai se ferir neste mundo, meu velho, mas é possível escolher quem vai feri-lo. Eu aceito as minhas escolhas. Espero que a Hazel aceite as dela.
Eu aceito, Augustus.
Os personagens são divertidos, e em alguns momentos chegam até mesmo ser filósofos. John Green soube estrear muito bem, o livro é bom, mas eu senti que faltou algo, eu senti que faltou exatamente aquilo que foi colocado no filme; faltou a emoção no final e por essa razão que estou dando apenas três estrelas.

O nome da capa é bem peculiar, e parece que assim como o Gus, John ama uma metáfora; O livro tem uma capa original muito bonita, porém devo dizer que fiquei totalmente apaixonada pela capa do filme, o que é bem raro eu gostar de capas de filmes nos livros. A letra não é tão grande, porém é boa no tamanho.  

Esse é o segundo livro do autor a qual eu leio, e devo dizer que gostei bem mais do livro “Quem é você Alasca?” do que A Culpa é das estrelas, porém todas as duas obras têm suas características e seus pros e contra. Se eu fosse você não ficava sem ler essa obra.

– O.k. – falei.
– O.k. – ele disse.
Eu ri e repeti:
– O.k.
Aí a linha ficou silenciosa, mas não completamente muda. Era quase como se ele estivesse no meu quarto comigo, mas de um jeito ainda melhor – como se eu não estivesse no meu quarto e ele, não no dele, mas, em vez disso, estivéssemos juntos numa invisível e tênue terceira dimensão até onde só podíamos ir pelo telefone.
– O.k. – ele disse, depois do que pareceu ser uma eternidade. – Talvez
o.k. venha a ser o nosso sempre.
– O.k. – falei.
E foi o Augustus quem desligou
Beijos.

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