Não é porque é feito na web que tem que ser feito de qualquer jeito.

05/07/2017

Resenha: Papise Joana


No ano 853 A.C., após ter-se tornado um estudioso, curandeiro e professor de renome, João Anglicuse ascendeu à posição mais elevada da terra: Papa da Igreja Católica. Dois anos depois, foi apedrejado até à morte por um segredo que se tornaria uma lenda. João Anglicus era, na verdade, uma mulher - a única mulher alguma vez ordenada Papa, o único Papa que alguma vez concebeu um filho.

Joana a menina que veio ao mundo no mesmo dia em que Carlos Magno morre. Talvez esse detalhe não seja importante para vocês, mas de certa forma esse acontecimento foi importante naquela época. Joana nasceu em um dia de nevasca, mais precisamente no dia 28 de janeiro de 814, porém, ela nasceu menina e isso provavelmente foi o que embalou tudo a acontecer como aconteceu.

“— Uma menina —repetiu ele — Tanto esforço para nada!”

Joana sempre teve um pai rigoroso, e ele nunca gostou dela pelo fato de ser menina, e principalmente naquela época, quando eram apenas os meninos que tinham grande destaque, já que apenas os bebes que nasciam do sexo masculino eram os que tinham a chance de conseguir ser alguém na vida, pois as meninas eram vista apenas como as mulheres que dariam luz aos seus filhos, e elas não tinham o direito nem mesmo de aprender a ler, já que as mulheres eram insignificantes comparadas com os homens.

A mãe da pequena Joana era uma pagã, o que significa que ela adorava a vários deuses.  Entretanto o seu pai era um cristão que por “misericórdia” salvou sua mãe quando a mesma ia ficar a Deus dará. Depois de pouco tempo de casados, eles tiveram seu primeiro filho, Mateus e depois o João, e por fim, Joana. O filho mais velho desde pequeno estudava, para que um dia pudesse se tornar um padre e desse lucro para a família.

Então os anos foram se passando, e a vida continuava da mesma forma, não que a vida dela fosse totalmente precária, mas às vezes queremos mais do que temos e esse era o caso da pequena Joana, ela queria respostas e muitas poucas vezes ela as tinha. A menina sempre foi curiosa e sempre foi muito inteligente, muito inteligente para uma menina. E foi exatamente essa curiosidade, perseverança e teimosia que a levou aonde ela chegou.

Com a ajuda de seu irmão Mateus, Joana aprendeu a ler e a escrever. Era errado e proibido, porém aquilo tudo era tão novo e libertador que não teve como não se apaixonar, e logo ela se viu com esperança de um mundo diferente. Porém, algo terrível aconteceu e o pouco de esperança se foi.

“— Você — a voz de seu pai ribombou de fúria — Foi você! — Ele para ela acusadoramente — Foi você! Você atraiu a ira de Deus sobre nós! Criança desnaturada!

João começou a estudar para virar padre, porém o menino era lerdo demais para isso. Mas Joana não era. Ela era esperta, inteligente e aprendia as coisas rápidas. E foi essa rapidez que fez com que um professor percebesse que ela poderia ter um futuro brilhante e foi principalmente graças a esse professor, que Joana veio se tornar papa de Roma.

“Ao observa - lá recebendo a aclamação da multidão, o seu coração ficou partido ao meio por uma verdade insuportável: perdera para sempre a mulher que amava, porém a amava mais do que nunca.”

Esse seria o tipo de livro que eu jamais leria, e os motivos que me levam a dizer isso são vários: Não é o tipo de história que costumo ler, a capa não me atraiu de nada e eu provavelmente nunca perceberia nele, coisa que até o momento tinha acontecido. Porém, estou fazendo parte da maratona 101 coisas em 1001 dias, e com uma das metas eu teria que trocar uma resenha com minha amiga Joana Kods, e devo dizer que essa foi à melhor meta que eu poderia ter colocado. Mas eu não tinha o livro e ter que o comprar ou ler online estava meio difícil, e foi ai que eu o percebi quando até aquele momento eu nunca tinha percebido; o livro se encontrava na biblioteca da minha escola.

Em apenas seis horas, eu finalizava esse livro. Um livro que de nada me atraia, de repente se tornou os únicos pensamentos na minha mente. Um livro que te leva ao outra época, e você a cada momento do livro desejará que essa história realmente tenha ocorrido, e no fim a dúvida ficará; Foi real ou não foi?

A história em si é muito mais do que foi falado nessa resenha, conta a história de uma mulher que desejou ser homem, porém foi no momento que mais desejou ser mulher é que ela não pode. Um amor que se nasceu em uma juventude e que foi levada por toda a vida, porém nunca foi realmente vivido. Uma história que te arrepia te emociona e que faz você conhecer mais sobre uma época tão pouco falada ou conhecida por muitos, te leva a entender como tudo ocorria naquela época e que as coisas jamais eram fáceis, principalmente quando você nascia mulher.

Super recomendo esse livro, acho que se você quer realmente conhecer uma boa história você tem que ler esse livro e sei que a autora merece ter reconhecimento por esse livro, pois foram sete anos em que Donna Woolfolk junto com professores, pesquisadores e outras pessoas pesquisaram, estudou para enfim conseguirem lançar um livro que te fascina do começo ao fim.

Espero que quem ainda não tenha o lido, que dê uma chance a ele, pois as chances de você se arrepender são mínimas, já que até mesmo eu que não gosto desse estilo acabei me apaixonando por essa história eletrizante.

Beijocas <3 

0 comentários:

Postar um comentário