Não é porque é feito na web que tem que ser feito de qualquer jeito.

06/07/2017

Resenha: Presente da Vida

Darcy Rhone sempre teve todos os homens aos seus pés. Tinha um emprego glamouroso, um seleto círculo de amizades e um noivo perfeito, Dexter Thaler. No entanto, tudo mudou quando Darcy se envolveu com o melhor amigo de seu noivo... Seu noivado acabou e perdeu sua melhor amiga, Rachel. Incapaz de assumir responsabilidades e de enfrentar todo esse mal-estar, Darcy foge para Londres, para a casa de um amigo de infância, imaginando que poderia passar uma borracha em tudo isso.Mas, para seu desânimo, Londres se torna um mundo estranho, onde seus truques de sedução não mais funcionam e onde sua sorte parece ter se evaporado. Sem amigos nem família, Darcy precisa dar novo rumo à sua vida e, assim, começa uma linda trajetória rumo ao crescimento e ao amor.

Darcy Rhone sempre teve a vida que poderia considerar o sonho de toda a mulher de glamour.  Namorava há sete anos com Dexter Thaler, e agora se encontrava noiva dele e prestes a subir o altar, realizando não um sonho, mas sim uma meta que ela tinha feito para sua própria vida. Porém, às vezes nada parece ser o certo e o mundo dá uma reviravolta, e você que simplesmente antes era o centro da atenção, passa a ser apenas mais um em meio a vários outros.

Rachel é a melhor amiga de Darcy desde a época do colegial, e certas coisas nunca mudavam; Darcy era o centro da atenção, aquela que todos os meninos queriam ficar e adorar, enquanto isso Rachel era apenas a amiga inteligente. Talvez a amizade delas pudesse ter durado por toda vida, isso é claro, se Darcy não tivesse traído o noivo dela com o melhor amigo dele. E essa é a brecha para o começo de uma historia de superação, aprendizagem e recomeço.
“Agora sei como tudo isso é superficial. Percebo que só me preocupava com as aparências. Naquela época, não achava que estava ofendendo alguém, nem se fosse eu mesma a ofendida. Eu não pensava muito, na verdade.”

E então tudo muda, Darcy perde o noivo e como bônus por todas as coisas mesquinhas que ela fez, também perde sua melhor amiga, e foi ai que pela primeira ela sentiu um sentimento que ela nunca tinha sentido, se sentiu rejeitada; mas como isso era possível? Darcy Rhone jamais era dispensada, mas como diz o ditado, para tudo na vida há sua primeira vez, e aquela seria a primeira de muitas rejeições que ela viria a ter.
Enquanto isso, seu relacionamento com Marcos, melhor amigo do seu ex noivo a qual ela vinha tendo um relacionamento às escondidas, estava indo de mal a pior, parecia que nada dava certo, e porque daria? Eram pessoas tão opostas, com pensamentos diferentes e objetivos diferentes. E ambos sabiam disso, por mais que Darcy tentasse achar um meio de tudo ser como em um conto de fadas, ela sabia que não existia futuro em que ela e o Marcos poderiam ficar juntos, e mesmo com essa constatação, sua parte egoísta se desesperou quando o mesmo saiu da sua vida sem se importar com ela ou qualquer outra pessoa.

E pela primeira vez Darcy se depara sozinha, entretanto nem mesmo a solidão conseguia dar uma lição a ela. Continuava frívola, egoísta e mimada, não dava o braço a torcer mesmo sabendo que sua situação não era uma das melhores, esperava que as pessoas fizessem suas vontades, mas a única coisa que conseguia era com que todos se afastassem; até mesmo seus pais, e enfim ela pode sentir na pele o significado da palavra solidão.
A vida era boa naquela época, pensei, e comecei a chorar. Não porque sentia saudades daqueles bons tempos, embora isso também fosse verdade. Era mais porque eu sabia que estava me tornando uma daquelas garotas que, ao olhar para as fotografias do ensino médio, sentia-se triste e saudosa.”

E então a ideia de fugir daquilo tudo, pareceu à melhor opção. Partir para Londres com a desculpa de estar indo apenas por um tempo foi à forma que Darcy achou para dar uma levantada em sua vida e em sua própria autoestima, porém como ela poderia imaginar que viver em Londres não Darcy no fim aprenderia que a verdadeira felicidade não era em cima da infelicidade dos outros, e sim em cima dos seus méritos e das suas próprias conquistas.
seria assim tão fácil? Principalmente quando o seu presente parecia tão incerto quanto o seu futuro. Mas de uma forma ou de outra,


“— Também amo você, Darcy — disse esfregando os pés nos meus. Sorri, esquecendo minhas preocupações e caindo em um sono profundo e tranquilo.”

Eu sempre tenho algo a falar sobre um livro, e nesse livro não é diferente, mas eu tenho medo de começar a falar sobre ele e simplesmente não parar mais. Sempre quando pego um livro e vejo sua capa e sinopse, consigo imaginar uma linha das coisas que ocorrerá no mesmo, porém com esse livro foi o contrario de tudo que eu imaginei.

Uma semana foi o tempo que demorei em conseguir finalizar esse livro, então vocês devem ter chegado à conclusão que o livro é ruim não é mesmo? Devo dizer que vocês estão errados. Esse livro não é ruim, porém ele não pode ser considerado apenas bom, esse livro é não é livro, na verdade esse livro com capa de livro, aparentando ser livro e sendo chamado de livro (percebeu que citei livro varias vezes propositalmente?), é a nossa vida sendo descrita da forma mais bela, conturbada e complexa. Nesse livro não há personagens; nele existem seres humanos, pessoas que erram que magoam que sofrem que amam que são egoístas e medíocres, nesse livro há realmente seres humanos, não apenas personagens que são manipulados para ser perfeito, esse livro trás com toda sua realidade a face humana, te mostra como somos e como erramos, nos mostra mais que apenas uma historia, mostra uma luz quando apenas o que vemos era escuridão, te trás para uma realidade impactante e real demais.

Essa obra é da autora Emily Giffin, que até um tempo atrás eu definitivamente tinha aversão aos livros dela, pelo fato de ler lido um e ter me decepcionado com ele, porém o que eu não tinha conseguido ver ao ler o livro dela é que essa obra escrita com tantos detalhes e riquezas não eram feito para criança (pessoas com mente de criança, e sim na época eu poderia me considerar uma criança), são livros para pessoas adultas, pois nele há coisas de adultos, coisas que ocorrem a todo o momento, mas para muitos não tem importância por já ter se tornado normal demais.

Eu tinha ganhado o livro, simplesmente não poderia não o ler (falta de educação), e por essa razão eu comecei o ler, e não gostei. Odiava a Darcy, achava à egoísta e que se achava a perfeitinha, não gostei das ações que tanto a Rachel como a Darcy teve, e foi isso que me fazia ter raiva da historia e ao mesmo tempo sentir uma vontade de acabar ela, como se talvez o final da história fizesse tudo valer a pena e realmente valeu, porém apenas quando faltava umas 150 paginas para o fim do livro, que enfim eu peguei um ritmo bom sabe aquele que você quer devorar o livro, mas tem medo de chegar ao fim e simplesmente sentir um vazio, pois sabe que não terá continuação.

 “Amor e amizade. São eles que nos fazem ser quem somos e podem nos mudar, se deixarmos.”

O livro tem uma capa linda, é cheia de detalhes e se você olhar pode ser até mesmo um dos lugares em que a protagonista mais gosta em Londres, as letras são de um tamanho ótimo, principalmente para aqueles que depois de mais de uma hora de leitura sem parar começar a ter dor nas vistas. A autora Emily Giffin está de parabéns por diversos motivos, mas entre eles está por ela me fazer entrar na historia, faz tudo se tornar tão real, intenso e verdadeiro que você se pega imaginando aquela historia toda na vida real, se pega pensamento o que você faria em cada situação; se você trairia ou se seria fiel, se você seria capaz de ter novas responsabilidades do dia para noite ou se seria capaz de viver sozinha em meio a um mundo totalmente desconhecido para você. A autora de uma forma linda, nós passa a mensagem de que todos podem crescer que somos capazes de dar frutos bons, e que também sabemos semear esses frutos, basta apenas todos querermos isso, e foi isso que ocorreu com cada personagem dessa autora incrível, cada um cresceu, amadureceram e deram frutos, transmitiram para outra geração aquilo que apenas a vida foi capaz de ensinar a cada um deles, passaram para frentes princípios e legados que sempre estarão marcados neles. E por fim, eles passaram para uma nova geração o que eles foram capazes de aprender depois de toda uma historia, eles aprenderem que para ser realmente feliz basta apenas escolher o que quer e o que deseja de verdade.

“Nem sempre o que queremos, é o que realmente precisamos”

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